O clima esquentou nos bastidores da política em Mato Grosso. O senador e pré-candidato ao governo, Wellington Fagundes, decidiu responder publicamente às declarações do governador Otaviano Pivetta sobre supostas negociatas envolvendo senadores e prefeitos. E não foi leve.
Durante entrevista ao Jornal do Meio Dia, da Record TV, Fagundes foi direto: acusação sem prova é irresponsabilidade. Segundo ele, quando um governador fala, não atinge só um nome, atinge todo mundo.
“Fica feio pra quem ocupa o cargo. Não dá pra sair acusando sem prova. Isso respinga em senadores, prefeitos e lideranças”, disparou.
A fala veio depois do episódio na Norte Show, em Sinop, onde Pivetta teria feito declarações genéricas que, segundo Fagundes, acabaram constrangendo até o prefeito Roberto Dorner, que estava no local.
E o senador puxou memória antiga pra reforçar o recado. Disse que já foi alvo de insinuação no passado, abriu sigilo em cartório e esperou resposta. Segundo ele, ninguém apareceu. Agora, afirma que o cenário se repete, mas em escala maior.
No meio da tensão, Fagundes tentou reposicionar o debate. Disse que eleição não pode virar troca de acusação.
“Sou pré-candidato de lutas, não de brigas. Quero discutir Mato Grosso, apresentar solução e melhorar a vida das pessoas”, afirmou.
Na parte política, o senador também fez questão de reforçar alinhamento com o senador Flávio Bolsonaro. Segundo ele, a parceria não é de ocasião e vem de anos dentro do PL, desde a época do antigo PR.
“Não é aliança de última hora. É construção de trajetória”, disse.
Outro ponto que entrou na conversa foi segurança pública, principalmente a violência contra mulheres. Fagundes defendeu endurecimento e reforço nas políticas de proteção, com integração entre segurança e assistência social.
“O homem que bate em mulher precisa ter consequência. Não dá pra aceitar esses números”, afirmou.
No fim, o recado foi claro: o jogo político já começou a esquentar, mas Fagundes tenta puxar o freio no tom e jogar o debate para propostas.
Resta saber se o resto da turma vai seguir nessa linha… ou se a pré-campanha de 2026 já entrou no modo pancadaria.



























