O veto do prefeito à proposição da vereadora Dra. Luciana Horta (PL), que denominava a unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Bairro Jardim Vila Rica como “Marilda de Nazaré Gomes”, gerou profunda indignação e debate sobre o respeito à memória de líderes comunitários que marcaram a história de Rondonópolis.
A presente proposição tinha por objetivo homenagear a memória da Sra. Marilda de Nazaré Gomes, cidadã de notório engajamento comunitário, cuja trajetória foi marcada pela dedicação incansável à promoção social da população do Jardim Vila Rica e de toda a Região Oeste de Rondonópolis.
Marilda foi uma das fundadoras do bairro, presidiu a associação de moradores por seis mandatos, integrou por dois mandatos a diretoria da UNISAL e também atuou na diretoria do Conselho de Comunidades da Região Oeste. Sua vida foi pautada pela solidariedade, pela luta por moradia digna e pelo fortalecimento das políticas públicas de assistência social.
Mais do que liderança comunitária, Marilda foi vítima de feminicídio, tragédia que interrompeu de forma brutal uma trajetória de luta e dedicação. Sua memória carrega não apenas o exemplo de uma mulher batalhadora, mas também a urgência de enfrentar a violência que ainda atinge tantas famílias.
Seu legado permanece vivo no exemplo deixado e nas transformações que ajudou a construir. Nomear a unidade do CRAS da região com o seu nome seria uma forma justa de reconhecimento público por sua contribuição e, sobretudo, um símbolo de resistência contra a violência que a vitimou. O veto do Executivo, além de gerar estranheza e questionamentos, simboliza uma negativa ao justo reconhecimento da memória de uma mulher que tanto fez por sua comunidade.



























