CUIABÁ (MT) — A ex-senadora Margareth Buzetti (PP) partiu para o ataque e detonou o prefeito Abílio Brunini (PL) após um embate tenso durante reunião com empresários na quinta-feira (8). O estopim foi o aumento do ISS-QN de 3% para 5%, sancionado pelo próprio prefeito e mal recebido pelo setor produtivo.
O encontro, convocado pelo Creci-MT e pela Associação das Empresas do Distrito Industrial (AEDIC), tinha como objetivo discutir o impacto do aumento do imposto. Mas o clima azedou rápido. A troca de acusações subiu o tom, e Buzetti deixou o evento no meio da discussão, sem acenos ou despedidas.
Horas depois, já nas redes sociais, a ex-senadora resolveu falar o que não ficou só na sala. Em vídeo, acusou Abílio de agir de forma autoritária, se comportar como “dono da direita”, “dono da verdade” e “dono da sociedade”, além de tentar desqualificar quem questiona suas decisões.
“O que vimos foi mais uma tentativa de desviar o foco, jogar a culpa nos outros e atacar quem questiona. Quando alguém se posiciona, enfrenta, a reação é sempre a mesma: interromper, desqualificar e diminuir. Isso não é postura de gestor, é autoritarismo. É a velha política de quem se acha dono da direita, dono da verdade, dono da sociedade”, disparou.
Buzetti também lembrou que o discurso atual contradiz promessas feitas na campanha. Segundo ela, Abílio se elegeu falando em reduzir impostos para incentivar a economia, mas, já no comando do Palácio Alencastro, sancionou aumento de carga tributária.
“A campanha acabou e a promessa ficou para trás. Como prefeito, ele sancionou aumento do ISS”, cravou.
No vídeo, a ex-senadora ainda desmonta a tentativa do prefeito de se explicar após afirmar que suas declarações sobre empresas fantasmas no Distrito Industrial teriam sido tiradas de contexto. Para rebater, Buzetti exibe o próprio trecho da fala de Abílio:
“a maioria das empresas que foram colocadas no Distrito Industrial são empresas fantasmas, de certa forma”.
Para ela, não há edição nem contexto que apague a frase. O episódio escancarou o racha público entre a ex-senadora e o prefeito e reacendeu o debate sobre discurso de campanha, prática de governo e o peso das decisões que recaem direto no bolso de quem produz.



























