O ex-jogador Raí participou do desfile da escola de samba Acadêmicos do Tatuapé, na madrugada deste sábado (14), no Anhembi, em São Paulo, e comentou o enredo da agremiação, que trouxe referências ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O ex-atleta saiu como destaque no quarto carro alegórico, batizado de “Tem festa na roça. É a festa da colheita”.
O enredo da escola, intitulado “Plantar para colher e alimentar. Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra”, levou para a avenida uma narrativa alinhada à pauta do MST. Ao ser questionado sobre o significado de levar esse tipo de tema para o carnaval, Raí defendeu a iniciativa e classificou a homenagem como uma forma de reconhecimento ao movimento.
– Para mim, [esse desfile] representa legitimar um movimento tão importante pra sociedade brasileira, pra um país mais justo, pra um país que é tão abundante em terra, em chão, e que tem muita gente querendo produzir, querendo ter um impacto também, querendo também sua parcela – declarou.
O ex-jogador também mencionou o que considera um processo histórico de concentração fundiária no país e disse ver a atuação do MST como parte de uma “reparação”.
– Tem também uma reparação histórica, porque a gente sabe da nossa história, hoje tem informações, não faltam, né? Do como foi dividido o país, as terras, como foi concentrado na mão de pouca gente. Então a gente está muito atrasado ainda, né? Eu acho que esse movimento é um exemplo pro mundo, pela maneira que faz, a sociedade civil, milhares e milhares de famílias já foram beneficiadas – completou.



























