O jovem Djavanderson Oliveira Araujo, de 20 anos, ex-namorado e principal suspeito pela morte da acreana Juliana Valdivino da Silva, de 18 anos, vai a júri popular a partir desta quarta-feira (29), no município de Paranatinga, no interior do Mato Grosso. O crime ocorreu em setembro do ano passado, quando ela teve 90% do corpo queimado.
A expectativa da família da jovem era de que a Justiça do Mato Grosso iniciasse o julgamento na tarde desta sexta-feira (24), na véspera do que seria o aniversário de 19 anos da vítima. Porém, a sessão precisou ser adiada por conta dos alagamentos enfrentados pelo município devido a fortes chuvas na região.
Rosicléia Magalhães, mãe de Juliana, acompanhará o júri online em Rio Branco. A família espera que Djavanderson seja condenado.
“Que haja condenação, em virtude de todo o conteúdo probatório que consta nos autos, desde a perícia, aos relatos, as mensagens, a premeditação, comprovada, baseada no depoimento também do frentista, que o reconheceu horas antes do crime”, afirmou a advogada Elenira Mendes, assistente de acusação e representante da família.
O g1 tentou contato com a defesa de Djavanderson, mas não conseguiu retorno até a última atualização desta reportagem.
Conforme a polícia, Juliana foi atacada pelo ex na noite do dia 9 de setembro quando foi até a casa dele. Segundo o delegado Gabriel Conrado Souza, foi apurado que no dia do crime Djavanderson foi até um posto de combustível da cidade e comprou R$ 13 de álcool. Mais tarde, ele atraiu a jovem até a sua casa, no bairro Jardim Ipê, onde jogou o líquido na jovem, a incendiou, e também acabou se ferindo.
O suspeito foi preso 7 dias após o crime, e também precisou ficar internado. À polícia, ele disse que havia, na verdade, tentado suicídio, e o alcool acabou caindo na jovem.



























