CAMPINAS (SP) – A Polícia, junto com promotores do Gaeco, desmontou um esquema pesado: dois empresários ligados ao comércio de veículos e transporte foram presos nesta sexta-feira (29) por financiar um plano do PCC (Primeiro Comando da Capital) para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, do Ministério Público de São Paulo.
O alvo não foi escolhido à toa. Amauri atua diretamente contra crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada dentro da chamada Operação Linha Vermelha justamente o que faz dele uma pedra no sapato dos criminosos.
O mandante da ideia macabra é ninguém menos que Sérgio Luís de Freitas Filho, o “Mijão”, um dos gigantes da cúpula do PCC. Está há quase 20 anos foragido, supostamente na Bolívia, articulando o tráfico internacional e lavagem milionária de dinheiro — inclusive desde operações de grande escala como Gaiola e Sharks.
O escopo do plano dava calafrios: os empresários teriam custeado veículos, armamento pesado e até operadores para montar uma emboscada — não só contra o promotor, mas também contra um comandante da PM, segundo apurou o MP.



























