Em mais um dia de otimismo no mercado financeiro, o dólar comercial fechou em queda e atingiu a menor cotação em pouco mais de um ano nesta quinta-feira (3): R$ 5,405, em queda de 0,27%. A queda foi influenciada de um lado por dados positivos de emprego nos Estados Unidos (EUA) e de outro por fluxo de entrada de recursos para investimentos no Brasil.
O relatório de emprego dos EUA – payroll -, divulgado ainda pela manhã, mostrou que a economia norte-americana abriu 147 mil postos de trabalho fora do setor agrícola em junho, após a criação de 144 mil vagas em maio, em dado revisado para cima. O resultado de junho ficou bem acima da projeção mediana dos economistas consultados pela Reuters, de criação de 110 mil vagas.
O mercado acionário do Brasil seguiu o otimismo de Wall Street, onde os índices S&P 500 e o Nasdaq renovaram máximas de fechamento após dados do “payroll”. O Ibovespa subiu 1,35% aos 140.927,86 pontos, atingindo a máxima histórica – o índice ultrapassou os 140.109,63 pontos do dia 20 de maio deste ano.
Ainda que o noticiário externo tenha fornecido motivos para a alta do dólar em alguns momentos, a moeda aqui no Brasil tem se mantido estável em função do diferencial de juros, conforme profissionais ouvidos pela Reuters nos últimos dias. Com a taxa básica Selic em 15% e a perspectiva de corte de juros nos Estados Unidos no curto prazo – ainda que não em julho -, o diferencial de juros é um fator favorável para a atração de dólares ao Brasil.



























