COVID -19 –  Estudo realizado pela UFMT demonstra que Cuiabá e Rondonópolis tem sido as cidades com disseminação mais rápida.

COVID -19 – Estudo realizado pela UFMT demonstra que Cuiabá e Rondonópolis tem sido as cidades com disseminação mais rápida.

Os departamentos de matemática, saúde coletiva e geografia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), apresentou um estudo com o objetivo apresentar o panorama da COVID-19 em Mato Grosso e regiões de saúde até 30 de maio (Semana Epidemiológica 22) e realizar projeções para evolução da dinâmica da Covid-19 para tais regiões. No caso de manutenção das medidas de controle, Mato Grosso atingirá o número máximo de infectados pelo novo Corona vírus até dia 03 de setembro, quando terá registrado 307.852 casos, após 163 dias da confirmação do seu primeiro caso. As projeções para as regiões de saúde mostraram diferenças importantes na velocidade do aumento de número de casos (transmissibilidade), o que refletiu em expressiva variação entre número de dias estimados entre o primeiro caso e o número máximo de infectados (pico) em cada região. A partir das projeções, estima-se que seis regiões atingirão o pico no mês de agosto e outras cinco regiões na primeira quinzena de setembro. Para as regiões Norte Matogrossense e Norte Araguaia Karajá a estimativa é que atingirão o número máximo de casos em 78 e 95 dias, respectivamente, enquanto as regiões Oeste Matogrossense e Centro Norte atingirão o pico em cerca de 300 dias. As distintas dinâmicas da disseminação da COVID-19 entre as regiões de saúde do estado, indicam a necessidade de medidas de supressão mais rígidas em regiões com maior velocidade no número de casos da doença, a fim de oportunizar o tratamento adequado aos casos mais severos da doença e redução da mortalidade.

Destaques

  • Após 04 de abril, o número de casos de COVID-19 duplicou por cinco vezes no estado, sendo observado menor espaço de tempo para as duas últimas duplicações;
  • A confirmação do primeiro caso em cada região se deu em espaços de tempo díspares. Em algumas regiões o primeiro caso de COVID-19 foi confirmado cerca de 60 dias após  o primeiro registrado no estado;
  • Verificou-se comportamento distinto no incremento de casos confirmados nas últimas quatro semanas epidemiológicas (19 a 22), com maior aceleração em alguns municípios;
  • A maior taxa de incidência de COVID-19 é verificada na Região da Baixada Cuiabana a 72 dias após o primeiro caso confirmado (103,84/100.000 habitantes), seguida pela Região Araguaia Xingu (94,72/100.000 hab.), após 38 dias do primeiro caso registrado, e pela Sul Matogrossense a 63 dias do primeiro caso (75,37/100.000 hab.);
  • A taxa de infectividade (R0) se distinguiu entre as regiões de saúde, variando de 0,92 (Centro Norte) a 2,85 (Noroeste Matogrossense);
  • Pela previsão, mantendo-se o ritmo atual de contágio, seis regiões atingirão o número máximo de infectados (pico) no mês de agosto e outras cinco no mês de setembro.
Painel de Monitoramento e Projeções Coronavirus Mato Grosso

Nesta Nota Técnica apresentamos os resultados das estimativas de casos baseadas na série histórica do período de 20 de março a 30 de maio de 2020. Projeções baseadas em dados atualizados estão disponíveis no endereço covid.geotecmt.com. A atualização permanente destas projeções, para as Regiões de Saúde de Mato Grosso, é uma iniciativa de trabalho em conjunto entre professores/pesquisadores do GEOTEC (Lab. Geotecnologias do IFMT), Depto de Matemática da UFMT, Instituto de Saúde Coletiva da UFMT e Depto de Geografia da UFMT.

Este rápido crescimento de casos afetando um maior percentual de habitantes indica que pode haver um forte impacto na demanda por acesso a leitos hospitalares e UTIs. Entre essas seis regiões com rápido crescimento no número de casos, duas não possuem leitos clínicos ou de UTI exclusivos para a COVID-19 (Araguaia Xingu e Norte Araguaia Karajá) e uma não possui leitos de UTI, apenas 20 leitos clínicos (Norte Matogrossense), conforme Resolução CIB/MT nº 15 de 07 de maio de 2020.

“As diferenças encontradas entre as regiões de saúde de Mato Grosso devem ser consideradas na definição de estratégias de enfrentamento da COVID-19 que incorporem as particularidades locais e regionais”, conclui o estudo.

Acesse http://geografiaufmt.com.br/index.php/pt-br/covid-projecoes-regiao para acessar o estudo completo.

Redação com Geografia UFMT

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