Comunicado do Chefe da Casa Imperial do Brasil

Comunicado do Chefe da Casa Imperial do Brasil

O Brasil atravessa uma dramática situação político-social e ideológica, que pode acarretar graves conseqüências para seu futuro. Vivemos mais um desses sobressaltos históricos, a que a instabilidade do regime republicano já nos habituou.

Durante a vigência do regime monárquico, como durante o regime republicano, a Família Imperial soube, com devotamento, aproveitar todas as ocasiões que se apresentaram para bem servir o Brasil. É notório, que pela própria natureza da instituição monárquica, se eximiu ela de imiscuir-se nas disputas partidárias, habitualmente marcadas, no nosso País, pelas desavenças personalistas ou de clãs políticos.

Assumindo desde sempre uma postura apartidária, a Família Imperial sempre se destacou por seu espírito de conciliação, manifestando grande capacidade de dialogar com os brasileiros das mais diversas correntes. Contudo, tal postura apartidária nunca impediu que os membros da Família Imperial avaliassem os problemas de Estado e as circunstâncias concretas do País, à luz de idéias, princípios e doutrinas. Basta-me recordar aqui o empenho contínuo para a abolição da escravidão.

É por estas razões que, como Chefe da Casa Imperial, me sinto impelido, atendendo ao apelo daqueles que constituem hoje uma forte corrente monárquica, a proferir uma palavra de orientação na atual encruzilhada histórica.

O presente embate eleitoral – máxime, pela Presidência da República – já de há muito ultrapassou os domínios de um mero confronto político-partidário para se tornar uma decisão de rumos ideológicos para nosso País. Passa pelo exercício do voto a possibilidade de se definirem tais rumos.

Um perigo imediato ronda esta Terra de Santa Cruz: a retomada do poder pelas correntes de esquerda que tudo fizeram e fazem – dentro e fora da legalidade – para subjugar nossa sociedade e amordaçar nossa Nação. Divorciadas de nosso passado histórico, sempre afins a semear a discórdia e o ódio de classes, alimentam elas divisões sem fim entre brasileiros, divisões tão avessas a nossas tradições, a nosso sentir cristão, de concórdia e de afeto;

Correntes de esquerda que trabalham com igual afinco para destruir a instituição familiar, seja na sua organização decorrente da ordem natural, seja pela generalizada dissolução dos costumes, seja na educação estatal a ser dada a nossas indefesas crianças;

Correntes de esquerda que investem, por princípio, contra a propriedade privada e a livre iniciativa, e procuram estancar na sua fonte um dos fundamentos mais preciosos de nosso legítimo progresso e de nosso crescimento material;

Correntes de esquerda que procuram subjugar nossa soberania a interesses ideológicos espúrios e que ameaçam dilacerar nossa unidade nacional;

Triste é para mim ter que constatá-lo, mas tais correntes de esquerda contaram e continuam a contar, com o apoio de inúmeros eclesiásticos que abraçaram os erros da Teologia da Libertação e que, valendo-se do espírito de fé reinante em boa parte dos brasileiros, promovem entre a grei católica a confusão, preconizando uma radical transformação sócio-econômica, de índole socialo-comunista.

Na inércia da vítima está a força do agressor. Assim, pois, como Chefe da Casa Imperial do Brasil, exorto a todos os monarquistas e a todos os brasileiros a que tudo façam, dentro da lei e da ordem, para rechaçar eleitoralmente as correntes de esquerda – verdadeira seita vermelha – que não hesitam em ameaçar “tomar o poder” e amordaçar as instituições, bem como cercear as legítimas liberdades de nossas gentes. Correntes que, sem pudor, continuam a apontar como modelo a nefasta ditadura venezuelana – que mata seus cidadãos e reduz à total miséria uma nação riquíssima, em aras ao socialismo do século XXI.

É com a prece dos Salmos “Ad te levavi oculos meos, qui habitas in caelis…”, dirigida a Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, que encerro minhas palavras, na certeza de que, uma vez mais, a Terra de Santa Cruz será poupada das agruras e das misérias com que o socialismo e o comunismo subjugaram e subjugam tantas nações.

Ricardo Roveran / Terça Livre

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