RONDONÓPOLIS (MT) – Depois de semanas de imbróglio jurídico, pressão, salários atrasados e muita cobrança, a novela da Coder ganhou um novo capítulo. Com a decisão judicial garantindo segurança jurídica, o prefeito Cláudio Ferreira determinou o pagamento imediato aos trabalhadores, sem esperar nem o prazo de até três dias previsto na própria decisão.
A ordem foi clara: pagar agora.
Desde o início da crise, a gestão sustenta que o problema nunca foi falta de vontade, mas sim entraves jurídicos. Agora, com a Justiça abrindo o caminho, a Prefeitura correu para mostrar ação.
“Nosso compromisso sempre foi pagar. Mas na administração pública não se faz isso de qualquer forma. Agora que a Justiça deu segurança, determinamos o pagamento imediato, com responsabilidade e dentro da lei”, afirmou o prefeito.
A decisão também funciona como resposta direta às críticas que vinham sendo feitas. A narrativa de abandono perde força diante de um fato concreto: o pagamento foi realizado assim que houve respaldo legal.
Outro ponto que pesa no cenário é a própria situação da Coder. A empresa não possui receita suficiente para bancar a folha e, atualmente, também não há volume de serviços prestados à Prefeitura que gere medições capazes de sustentar os pagamentos.
Ou seja, sem decisão judicial, não havia possibilidade de pagamento.
Agora, com o aval da Justiça, o dinheiro sai com respaldo legal e sem risco para a gestão. Mais do que isso, o episódio muda o eixo da discussão.
Sai de cena o discurso de “falta de pagamento por decisão política” e entra o argumento de que o travamento sempre foi jurídico.



























