“Cenário trágico”: Alerta pode faltar oxigênio

“Cenário trágico”: Alerta pode faltar oxigênio

Uma semana. Esse o tempo que duram os estoques de oxigênio e anestésico para pacientes intubados em 83% dos hospitais de ponta em São Paulo. Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), a gravidade dos pacientes está maior, o que demanda mais tempo de UTI e, por consequência, mais suprimentos. No setor público a situação não é melhor. Mais de mil cidades estão com dificuldades no abastecimento de oxigênio.

Gestores de saúde de ao menos 1.068 municípios relataram, em um levantamento, preocupação sobre o estoque de cilindros de oxigênio e até mesmo risco de desabastecimento nos próximos dias se a curva de casos de Covid-19 se mantiver em alta e houver novos entraves junto a fornecedores.

O levantamento começou a ser feito nas duas últimas semanas de março, e terminou na terça-feira (6). Neste sentido, o balanço traz alguns alertas sobre a situação dos estoques e impasses enfrentados pelos municípios.

O principal é a dependência de cilindros de oxigênio, modelo visto como de maior dificuldade de fornecimento –e apontado por 87% dos municípios como principal estrutura de armazenamento.

Os 1.068 municípios informaram haver risco de desabastecimento em ao menos uma unidade em até dez dias.

Segundo a assessora técnica do conselho, Blenda Pereira, isso indicaria que haveria possibilidade, em parte das cidades, de falta já nos próximos dias, já que algumas respostas vieram ainda no início do balanço. Em outras, o alerta persiste. “Vemos que é um problema nacional”, afirmou.

Recentemente, no entanto, parte dos estados e o Ministério da Saúde adotaram medidas emergenciais para diminuir o risco de uma possível falta, como a distribuição de cilindros extras, o que amenizou a situação.

“Mas, como o número de pacientes ainda cresce, há risco”, diz Mauro Junqueira, secretário-executivo do Conasems. Segundo ele, ações recentes parecem ter ajudado a evitar um problema mais grave. “Ainda é um cenário preocupante, que temos de monitorar”, afirma.

“Consumimos 300% a mais do que o normal. O ministério trouxe um carregamento de 340 cilindros, que distribuímos para as cidades em situação mais delicada. Mas a preocupação persiste, porque Mato Grosso tem território grande, e os municípios não conseguem ter estoque. Tem cidades a quase 800 km da distribuidora”, afirma Marco Antônio Felipe, presidente do Cosems-MT.

Os dados são de balanço feito pelo Conasems, conselho que reúne secretários municipais de Saúde.

Redação com Folha.

Sobre o Autor

Talvez você também goste

RONDONÓPOLIS 0 Comentários

ASSOCIAÇÃO DOS SURDOS DE RONDONÓPOLIS: INSCRIÇÕES ABERTAS PARA CURSO DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS)

Dois cursos básicos de Língua Brasileira de Sinais (Libras) serão oferecidos ao público e a pessoa com surdez. São eles o Curso Básico de Libras em Contexto (Nível 1); cujas

Notícias 0 Comentários

DELAÇÃO DE HENRIQUE CONSTANTINO, DONO DA GOL ENVOLVE RODRIGO MAIA E OUTROS

O juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, homologou a delação premiada do empresário Henrique Constantino, um dos donos da empresa aérea Gol, em um desdobramento da

Destaques

Moro tem o direito de ficar rico na iniciativa privada

Por J.R. Guzzo O ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro é um homem multifásico – vale coisas diferentes para pessoas diferentes em épocas diferentes. Quando comandava a Operação Lava Jato era