Caso Zuffo: Defesa emite nota sobre ‘testemunha sem rosto’, e nega que suspeito seja um “foragido”

Caso Zuffo: Defesa emite nota sobre ‘testemunha sem rosto’, e nega que suspeito seja um “foragido”

A defesa do suspeito João Fernandes Zuffo, empresário suspeito de ser mandante do latrocínio que vitimou o advogado João Anaídes Neto, ocorrido em julho em um rancho no município de Juscimeira, está sendo conduzida pelo advogado Eduardo Mahon.

Um novo HC para João Zuffo foi negado e a prisão preventiva está mantida até o momento.

Em nota o advogado, afirma que até o presente momento, não obtive acesso irrestrito aos autos, e elenca ainda algumas situações sobre o caso;

Há, nos autos, uma suposta “testemunha sem rosto” que, posteriormente, identificou-se em serviço cartorial afirmando ter sofrido pressões e ameaças da autoridade policial. Como se sabe, “testemunhas sem rosto” são questionáveis do ponto de vista constitucional.

Eduardo Mahon, afirma ainda que NÃO existia qualquer motivação de João Fernandes Zuffo em cometer os bárbaros atos. E nos autos, todas as testemunhas afirmam que o contador Zuffo era o alvo central da quadrilha que invadiu o condomínio Flor do Vale e que o latrocínio ocorreu por erro dos bandidos. Sendo estas as afirmações dos integrantes da quadrilha em seus depoimentos.

Sobre a Prisão Preventiva

Segundo o advogado, João Zuffo compareceu à Delegacia de Polícia de Juscimeira e prestou depoimentos no dia 18 de julho e no dia 4 de agosto e que colaborou para elucidação do caso, dessa forma rejeita a imputação de foragido porque presente sempre esteve e estará no processo.

 NOTA À IMPRENSA MATO-GROSSENSE

A defesa de JOÃO FERNANDES ZUFFO tem a declarar que:

1) Assumimos recentemente o patrocínio do caso em Juscimeira e, até o presente momento, não obtivemos acesso irrestrito aos autos, conforme preconiza a 14ª Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal, inviabilizando a ciência completa dos trabalhos policiais. Os autos compõem-se de interceptações fracionadas cuja interpretação manipulada levou o digno magistrado a erro;

2) Há, nos autos, uma suposta “testemunha sem rosto” que, posteriormente, identificou-se em serviço cartorial afirmando ter sofrido pressões e ameaças da autoridade policial. Como se sabe, “testemunhas sem rosto” são questionáveis do ponto de vista constitucional, o que ensejará questionamento judicial perante o magistrado de Juscimeira, o TJMT e os tribunais superiores.

3) Não havia qualquer motivação de João Fernandes Zuffo em cometer os bárbaros atos. Como se apresenta nos autos, todas as testemunhas afirmam que o contador Zuffo era o alvo central da quadrilha que invadiu o condomínio Flor do Vale e que só perpetraram roubo e latrocínio em outra residência por erro dos mesmos. Aliás, até mesmo os próprios integrantes da quadrilha assim o afirmam em seus respectivos depoimentos.

4) João Fernandes Zuffo é empresário e contador e rejeita veementemente qualquer imputação de roubo ou latrocínio, porque seu nome é a maior garantia de credibilidade construída há mais de 40 anos de atuação no mercado. Como pai de família, lamenta muito a perda de seu vizinho e amigo Dr. João Ananias e deseja que o Poder Judiciário possa esclarecer tudo com sua ativa colaboração.

5) Por fim, informa à sociedade que compareceu à Delegacia de Polícia de Juscimeira a fim de prestar suas declarações à autoridade policial responsável pelo caso e, por meio de advogados, colabora ativamente para o deslinde do caso, razão pela qual rejeita a imputação de foragido porque presente sempre esteve e estará no processo.

6) Respeitamos o Poder Judiciário Mato-grossense e temos a certeza de que o equilíbrio, a sensibilidade e a experiência dos julgadores são imprescindíveis para esclarecer o caso, sem que haja antecipação inconstitucional de uma injusta e incabível punição.

EDUARDO MAHON
OAB/MT 6363

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