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    Caneca de plástico e um mês sem visitas: conheça rotina de Robinho na cadeia

    Robinho sentirá muita saudade da água de coco.

    Dos torneios de futevôlei nas praias de Santos.

    Dos passeios de bicicleta.

    De dormir nas espreguiçadeiras ao lado das piscinas da mansão no Guarujá.

    Dos churrascos no Santos Futebol Clube.

    A rotina de um condenado por estupro, na cadeia de Tremembé, onde está desde a noite de ontem é muito diferente.

    Tudo começou pela madrugada de ontem, quando chegou à cidade, que fica a cerca de 150 quilômetros de São Paulo.

    Robinho começou a ter tratamento de um preso normal, não o de uma estrela midiática internacional.

    Ganhou uma calça bege, um jaleco também bege, uma camiseta branca.

    Para fazer as refeições recebeu uma caneca de plástico e uma colher de metal.

    Almoço e jantar em pratos de isopor.

    Nada de garfo ou faca, para que não possa ferir alguém ou a si mesmo.

    Ficará entre sete e 15 dias sozinho em uma cela.

    É chamado o período de adaptação à vida prisional.

    Só depois desses dias é que passará a ter o direito ao banho de sol, ao lado de outros presos, sempre vigiado por soldados.

    Serão duas horas com direito a ficar fora da cela.

    As refeições são café da manhã, almoço e jantar.

    Há a possibilidade de familiares ou amigos levarem comidas especias para o ex-jogador.

    Mas só depois de um mês, a partir de hoje.

    Porque visitas só serão liberadas após 30 dias no presídio.

    Robinho terá de fazer uma lista das pessoas que aceitará vê-lo na prisão de Tremembé.

    Para reduzir sua pena de nove anos, o jogador poderá trabalhar no presídio.

    Poderá trabalhar em uma oficina de carteiras escolares, em uma fábrica de fechaduras, unidade de produção de pastilhas desinfetantes para vasos sanitários. Ou fazer peças de artesanato.

    Cada três dias trabalhados é reduzido um da pena do criminoso.

    Se quiser estudar há aulas de teatro e grupos de leitura.

    Não é à toa que a Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado é conhecida como a ‘cadeia dos famosos’. Lá estão Cristian Cravinhos, Alexandre Nardoni, Lindenberg Alves, Gil Rugai, Roger Abdelmassih, cujos crimes bárbaros os tornaram conhecidos no Brasil.

    Assim como Robinho, eles foram para lá por conta do isolamento e maior segurança. O convívio com outros presos ‘comuns’ tenderia a ser muito perigoso.

    E é inegável que em Tremembé há mais conforto.

    Ao contrário da esmagadora maioria das cadeias no Brasil.

    A capacidade é de 584 presos.

    Lá estão 434 detentos.

    Como os criminosos são famosos e, muitas vezes, dão entrevistas, a noção do sistema prisional é muito diferente do que acontece no país.

    Quando foi levado preso, ontem da sua luxuosa cobertura no bairro Aparecida, Robinho estava muito tenso. E preocupado em não preservar sua imagem. Tanto que deitou no banco de trás da viatura da Polícia Federal, para evitar ser fotografado.

    Seus advogados tentarão ainda dois recursos para tirá-lo da cadeia.

    O primeiro na Corte Especial do próprio Superior Tribunal de Justiça.

    E o segundo, e último, no Supremo Tribunal Federal.

    A pena de Robinho é de nove anos.

    Ele foi condenado na Itália pelo estupro coletivo de uma albanesa, em 2013.

    Seis brasileiros a atacaram sexualmente.

    E ela estava embriagada, de acordo com o próprio Robinho.

    O país europeu pediu, como o Brasil não extradita seus cidadãos, que Robinho cumprisse pena aqui.

    O STJ homologou o pedido e a prisão foi feita ontem, depois que os ministros negaram o habeas corpus, ou seja, que ele ficasse livre até os julgamentos de todos os recursos.

    A justiça brasileira deu exemplo para o mundo.

    E Robinho começa hoje sua rotina.

    De calça bege, camiseta branca.

    Esperando chegar a comida.

    Para usar sua caneca de plástico e colher.

    Trancado em uma cela.

    Afastado da sociedade.

    Onde qualquer criminoso tem de estar…

    r7

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