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    As espécies de vereadores e o teatro que se repete em quase toda cidade

    Vereadores que não são vereadores e o teatro repetido nas Câmaras Municipais

    Pode mudar o nome da cidade, da Câmara e dos personagens. O roteiro é quase sempre o mesmo. Em praticamente toda cidade existem esses tipos de vereadores, com raríssimas exceções. O figurino muda, o comportamento permanece.

    Tem o vereador que acha que é deputado federal. Vive de pauta nacional, discurso ideológico e opinião sobre tudo o que não passa pela Câmara Municipal. Fala de Brasília, STF, presidente e eleição, mas foge quando o assunto é contrato mal explicado, secretaria que não funciona e gasto público sem resposta.

    Tem o vereador que se comporta como promotor de Justiça. Usa a tribuna como tribunal, acusa sem documento, condena sem apuração e faz barulho no lugar de fiscalização. Esquece que vereador não investiga crime. Fiscaliza atos do Executivo e legisla. O resto é teatro.

    Tem o vereador que se acha prefeito. Promete obra, anuncia serviço e vende solução como se tivesse caneta e orçamento. Vereador não executa nada. Não tapa buraco, não constrói escola e não faz asfalto. Quando promete execução, engana o eleitor logo na largada.

    E ainda existe o vereador que não aceita crítica. Que tenta cercear a imprensa, se incomoda com pergunta e acha que mandato virou autoridade. Confunde respeito com silêncio e fiscalização com ataque pessoal. Esquece que imprensa não é assessoria de gabinete e que cargo público não dá imunidade contra questionamento.

    Esse modelo se repete cidade após cidade. Não é exceção, é regra. Com raríssimas exceções, as Câmaras Municipais viraram palco de vaidade, rede social e discurso fácil. O trabalho real ficou em segundo plano.

    A função do Legislativo Municipal é simples e está na lei. Legislar, fiscalizar e representar a população. Só isso. O que deveria ser rotina virou exceção. Fiscalização séria, pedido de informação bem feito, acompanhamento de contratos e cobrança técnica de secretário dão trabalho e não rendem curtida. Por isso muitos evitam.

    O eleitor não pode ser enganado. Vereador não é deputado federal, não é promotor de Justiça, não é prefeito e não é dono da verdade. Mandato não é palco e muito menos escudo. Quem não aceita crítica não serve para a vida pública.

    Marcelo Marreta é jornalista, editor e fundador do portal Marreta Urgente. Atua na cobertura de política, segurança pública e bastidores do poder, com uma linha editorial independente, direta e sem concessões. Participa de programas em rádios e atrações de alcance nacional, como o Bradock Show, levando análises críticas e posicionamentos firmes além do cenário local. Conservador de direita, defende a transparência, a liberdade de expressão e o direito à informação como princípios inegociáveis do jornalismo.

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