ANTONIO JOAQUIM É CRIMINOSO DIZ A PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA RAQUEL DODGE

ANTONIO JOAQUIM É CRIMINOSO DIZ A PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA RAQUEL DODGE

A procuradora-geral da República (PRG) Raque Dodge ao emitir parecer ao  Supremo Tribunal Federal (STF), acusou o conselheiro afastado Antonio Joaquim de participar de uma organização criminosa.E não acolheu o relaxamento das medidas cautelares impostas aos cinco conselheiros afastados dos cargos.

A revelação foi feita pelo site Diário de Cuiabá, assinada pelo jornalista Pablo Rodrigo.

Dodge diz que Joaquim dissimulou o montante recebido pela venda de um imóvel rural de sua propriedade, “ciente da origem criminosa de tal quantia, ocultando, ainda, o real comprador do imóvel, o que demonstra a intensa participação como integrante da organização criminosa”, consta no parecer.

Conforme a reportagem, a procuradora afirma que depoimentos dos delatores, assim como documentos juntados nas investigações corroboram os indícios das atividades ilícitas pelos agravantes, “como a participação de Antônio Joaquim Moraes Neto em negócio simulado para ocultar valores desviados de crimes contra a administração pública, praticados pelo então chefe do Poder Executivo estadual”, diz trecho da manifestação.

A colaboração premiada do ex-governador Silval Barbosa revela que, em 5 de julho de 2012, Antonio Joaquim e a esposa, Tânia Isabel Moschini Moraes, firmaram um contrato de compra e venda de uma propriedade com Wanderley Torres. O intuito do contrato era omitir o nome de Silval, ocultando a condição de proprietário do imóvel. O conselheiro afastado nega qualquer irregularidade e diz que Silval mentiu.

Além de Joaquim, desde que foram afastados da instituição, na Operação Malebolge, em setembro, Valter Albano, José Carlos Novelli, Waldir Teis e Sergio Ricardo – que já estavam afastados em outra ação – estão proibidos de frequentarem as dependências do TCE para evitar novas infrações penais e interferências nas investigações.

Esquema

Conselheiro Antonio Joaquim e seu amigo e parceiro comercial ex-governador Silval Barbosa

Silval teria sido procurado em 2013 pelo então presidente do TCE, José Carlos Noveli, que lhe ofereceu vantagens no tocante a diversas situações do governo que envolviam uma soma vultuosa de valores e que estavam sob fiscalização do Tribunal de Contas, como as obras da Copa, os incentivos fiscais, o programa MT Integrado, obras em andamento nas secretarias estaduais como um todo, bem como a aprovação das contas da gestão. Em troca, Noveli teria cobrado propina de Silval.

O ex-governador teria fechado um acordo de pagamento mensal de R$ 3,5 milhões a serem distribuídos a cinco conselheiros em 14 parcelas. Na soma total, o valor chegaria ao montante de aproximadamente R$ 53 milhões, para ser dividido entre eles.

 

 

 

Redação com RDnews

 

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