Rondonópolis (MT) — O ex-deputado federal e ex-prefeito de Rondonópolis (2005–2008), Adilton Sachetti, conversou com a reportagem do Marreta Urgente e fez duras ponderações sobre a situação emblemática da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (CODER), que caminha para a liquidação em um projeto que deverá ser encaminhado à Câmara Municipal pelo Executivo nos próximos dias.
Sachetti avaliou que é “importantíssimo” a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o que realmente aconteceu nos últimos anos e que levou a CODER a acumular uma dívida superior a R$ 260 milhões. Ele também fez questão de lembrar que, durante a sua gestão como prefeito, a companhia foi entregue com as contas em dia e sem dívidas, destacando a eficiência e transparência de sua administração.
“Na minha época, deixamos a CODER equilibrada, com as contas em dia. É preciso investigar e deixar claro para a sociedade quem foram os responsáveis por este desastre financeiro que a empresa enfrenta hoje”, afirmou Sachetti.
Um dos momentos mais fortes da entrevista foi a crítica direta às declarações do atual prefeito Cláudio Ferreira, que, ao anunciar o processo de liquidação da CODER, afirmou que “gestões anteriores deixaram dívidas e quebraram a companhia”. Para Sachetti, essa fala é injusta e imprecisa:
“O prefeito precisa ser específico, dizer claramente quem foram esses gestores que colaboraram para as dívidas da CODER. Não aceito ser incluído neste grupo, porque a minha gestão foi eficiente e transparente na companhia”, rebateu.
Segundo apurou a reportagem, Adilton também comunicou membros do Conselho Consultivo obre sua insatisfação com as declarações de Cláudio Ferreira. Para ele, atribuir genericamente a culpa a ‘gestões anteriores’ sem apontar nomes acaba por macular a imagem de quem trabalhou com responsabilidade.
Sachetti finalizou a entrevista reafirmando que apoia a investigação profunda da situação da empresa e que a Câmara Municipal tem o dever de abrir a CEI para esclarecer a sociedade e responsabilizar os verdadeiros culpados pela dívida milionária da CODER.



























