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    A INVASÃO DE KIEV E A NARRATIVA DE PUTIN

    A Rússia manteve o bombardeio de Kiev, a capital ucraniana, pela segunda noite seguida — as sirenes que alertam para o bombardeio ainda tocavam quando o dia amanheceu. Ao menos um edifício residencial estava em chamas, tendo sido atingido por artilharia. Até o fechamento desta edição, a informação do governo ucraniano era de que os tanques russos estavam a 30 quilômetros da capital, preparando uma tomada. O secretário de Estado americano, Anthony Blinken, afirmou que a Casa Branca está convencida de que a intenção russa é derrubar o governo. (Washington Post)

    Vestindo uma camisa de gola redonda, com a sombra da barba aparente, o presidente Volodymyr Zelenski fez distribuir pelas redes um pequeno vídeo no início da madrugada local. “Temos informações de que grupos sabotadores entraram em Kiev”, ele afirmou. “É por isso que pedimos a todo os moradores que se mantenham vigilantes e sigam as regras da lei marcial.” Zelenski repudiou, também, a alegação russa de só estar buscando alvos militares. “Estão matando gente e transformando cidades pacíficas em alvos militares. De acordo com a inteligência que temos, fui marcado como alvo número 1 e, minha família, como o número 2.” O presidente está em um local não revelado. (New York Times)

    Um dos argumentos russos colou em parte da esquerda brasileira — é o de que Volodymyr Zelenski teria simpatias nazistas. Há, sim, movimentos neofascista na Ucrânia. São minoritários. Zelenski, cujo avô lutou na Segunda Guerra no Exército Vermelho, é único judeu chefe de Estado na Europa.

    Vox publicou um longo artigo sobre como a tática russa de classificar o conflito como um de ‘denazificação’ serve, na verdade, para negar legitimidade ao governo ucraniano. O Jewish Unpacked, site americano voltado para a comunidade judaica, também se debruçou sobre a acusação. “A extrema-direita é um problema na Ucrânia, mas o país está muito longe de ser um Estado nazista”, informa.

    O principal grupo neonazista ucraniano, a milícia Azov, se juntou em coalizão com outros partidos de extrema-direita. Receberam juntos 2% dos votos na eleição de 2019. Autor de Como o Fascismo Funciona, talvez o mais importante livro sobre o tema na atualidade, Jason Stanley foi ao Twitter.

    “O presidente ucraniano é judeu e muitos de seus familiares morreram no Holocausto”, escreveu. “A afirmação de Putin de que está ‘denazificando a Ucrânia’ deveria chocar o mundo.” O historiador brasileiro Michel Gherman, da UFRJ, também um especialista em fascismo, seguiu a mesma linha num tuíte sucinto.

    “Há um dirigente nacional judeu hoje na Europa: o presidente da Ucrânia.” O Museu Memorial de Auschwitz-Birkenau publicou nota em solidariedade ao povo ucraniano. “Não podemos nos silenciar quando, mais uma vez, pessoas inocentes estão sendo assassinadas por conta de megalomania pseudo-imperial.

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