A tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras deve ter impacto limitado em Mato Grosso. Levantamento da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) aponta que 93,85% dos produtos exportados pelo estado ao mercado norte-americano em 2026 ficaram de fora da nova cobrança por estarem na lista de exceções do governo dos Estados Unidos. Enquanto isso, no Brasil apenas 45,9% da pauta exportadora continua livre da nova tarifa.
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou nesta quarta-feira (15) a aplicação da tarifa. A tarifa de 25% entrará em vigor em 22 de julho, mas não será aplicada a mercadorias que já tiverem deixado o Brasil em direção aos EUA.
Segundo o USTR, o tarifaço é resultado de uma investigação que concluiu que “várias práticas do Brasil são consideradas injustificáveis e discriminatórias, restringindo a competitividade de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos”. Os argumentos utilizados pelo USTR para a aplicação do tarifaço envolvem o PIX, ações do STF contra as big techs, proteção inadequada à propriedade intelectual e desmatamento.
Apesar da decisão, o governo americano afirmou que a medida poderá ser modificada ou suspensa caso o Brasil elimine as práticas questionadas.
Quais produtos ficaram isentos
Segundo o estudo da Fiemt, Mato Grosso exportou US$ 209,57 milhões para os Estados Unidos neste ano. Desse total, cerca de US$ 196,69 milhões continuam isentos da tarifa adicional. Apenas US$ 12,77 milhões, o equivalente a 6,09% das exportações, estão sujeitos à nova taxa.
Entre os principais produtos exportados por Mato Grosso que permaneceram fora da nova tarifa estão:
- carne bovina;
- ouro;
- madeira serrada;
- madeira beneficiada classificada na NCM 4409.22.























