O chefe do Itamaraty, ministro Mauro Vieira, gerou insatisfação entre os membros da Comissão de Relações Exteriores da Câmara ao propor uma data alternativa para prestar depoimento aos deputados.
A oitiva está agendada para esta quarta-feira (15), mesmo dia em que os Estados Unidos devem bater o martelo sobre a proposta de aplicar um novo tarifaço contra produtos brasileiros.
Em ofício, Vieira propôs um adiamento de quase um mês.
“Tendo em vista a variedade dos temas a serem discutidos, o período mais adequado para o comparecimento seria entre os dias 11 e 14 de agosto, em data a ser determinada, conforme já oferecido à Comissão”, sugeriu.
Vieira foi convocado pela comissão para dar explicações sobre o enquadramento das facções criminosas como terroristas e a posição do Itamaraty de que a medida poderia abrir caminho para uma invasão dos Estados Unidos ao Brasil – hipótese que foi chamada de “absurda” pelo governo americano.
O chefe das Relações Exteriores também terá de dar explicações sobre a possibilidade de um novo tarifaço, a hospedagem de autoridades em representações diplomáticas no exterior e sobre tráfico de pessoas.
O pedido de remarcação pegou deputados de surpresa e tornou incerto o comparecimento do chanceler nesta quarta. Autor de um dos requerimentos de convocação e 3º vice-presidente da comissão, o deputado Evair de Melo (Republicanos-ES) disse que pretende manter a reunião.
“O ministro não apresentou justificativa. Podemos aceitar quando há alguma agenda oficial, o que não é o caso. Se o ministro não comparecer, será considerada uma falta grave. Já há uma crise diplomática, e essa crise está aumentando”, afirmou o parlamentar à reportagem.






















