RONDONÓPOLIS (MT) — Conhecido pelo trabalho voluntário nas comunidades, pelas aulas de capoeira e pelos projetos sociais que já transformaram a vida de mais de 1.200 crianças e adolescentes, o professor Kiko costuma enfrentar qualquer desafio de cabeça erguida. Mas basta aparecer uma seringa que o cenário muda completamente. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o contramestre de capoeira vivendo um verdadeiro duelo na hora de tomar uma simples injeção.
Quem vê a cena talvez nem imagine a história de Maxoel Inocêncio, o Professor Kiko. Nascido e criado no Bairro Cascalhinho, neto do saudoso Altino Benzedor, uma das figuras mais conhecidas da comunidade, ele construiu sua trajetória conciliando o trabalho na área de logística de transportes com uma forte atuação social. Desde 2017, mantém de forma voluntária um projeto de capoeira que promove inclusão, disciplina e cidadania, além de atuar como liderança comunitária na região do Pedra 90, defendendo melhorias como asfalto, iluminação, regularização fundiária, creches e infraestrutura para os bairros.
A coragem que demonstra diariamente para enfrentar os desafios da comunidade parece desaparecer quando o assunto é agulha. Apesar das brincadeiras, esse medo tem nome: tripanofobia. A condição afeta milhões de pessoas e pode provocar ansiedade intensa, suor frio, tremores e até desmaios antes mesmo da aplicação de uma injeção.
Quem conhece Kiko garante que o vídeo apenas revelou um lado divertido e humano de alguém que dedica boa parte da vida ao esporte, à cultura e ao trabalho voluntário. Nas redes sociais, a gravação arrancou risadas, mas também muitos comentários de carinho e respeito pela história construída ao longo dos anos.
No fim das contas, ficou uma certeza: até quem ensina coragem dentro da roda de capoeira pode ter um ponto fraco. E, no caso do professor Kiko, o único adversário que realmente consegue deixá-lo sem reação atende pelo nome de… seringa.






















