RONDONÓPOLIS (MT) — Durante o 8º Café da Indústria, realizado nesta terça-feira (9), o prefeito Cláudio Ferreira (PL) afirmou que Rondonópolis vive o início de uma nova fase para o setor industrial após uma década de estagnação. Segundo ele, a falta de diálogo entre o poder público e o setor produtivo teria impedido o avanço da indústria local nos últimos dez anos.
O encontro reuniu empresários, lideranças industriais e representantes do setor produtivo na Casa da Indústria. O evento foi promovido pelo SIAR Sul MT, SINDIMEC, SINDSCOM Sul MT e pela FIEMT, contando com a presença do presidente do Sistema FIEMT, Silvio Rangel.
Ao falar para os empresários, Cláudio foi direto ao apontar o que considera ter sido o principal problema das administrações anteriores.
“Ficamos dez anos sem crescer na indústria porque não havia alguém que respeitasse os vários setores. Quando o gestor não respeita quem produz, quem gera emprego e quem investe, a cidade inteira perde”, afirmou.
Segundo o prefeito, a retomada do crescimento passa por três pilares: redução da burocracia, incentivos ao setor produtivo e articulação política sem disputas ideológicas ou partidárias.
Cláudio destacou que Rondonópolis já ocupa posição de destaque na geração de empregos em Mato Grosso e possui uma das localizações mais estratégicas do estado para atração de investimentos.
“Quem quer investir olha primeiro para a logística. E Rondonópolis tem uma das melhores posições para escoar produção em Mato Grosso”, ressaltou.
O prefeito também citou obras consideradas fundamentais para o fortalecimento do parque industrial da cidade. Entre elas estão o futuro viaduto no Trevão da BR-163/364, região que concentra grande parte das indústrias e o acesso ao terminal ferroviário, além da duplicação do rodoanel, cuja execução começou nesta semana.
Para a gestão municipal, a combinação entre infraestrutura, ambiente favorável aos negócios e parceria com os governos estadual e federal pode recolocar Rondonópolis como um dos principais polos industriais do Centro-Oeste.
A fala ocorre em um momento em que entidades do setor industrial cobram investimentos em logística, ampliação da capacidade energética e melhoria dos acessos para sustentar a chegada de novos empreendimentos e ampliar a competitividade da indústria local.


























