CUIABÁ (MT) — A Polícia Militar de Mato Grosso decidiu cortar na própria carne e expulsou dois soldados após a conclusão de processos disciplinares internos. Entre eles está Lucas Permino Ferreira Dias Lopes, que ganhou notoriedade após ser preso acusado de furtar um trator esteira de uma fazenda em Santa Rita do Trivelato.
A exclusão foi determinada pelo comandante-geral da PM, coronel Fernando Tinoco, por meio de portaria publicada nesta terça-feira (19). Segundo o documento, o Conselho de Disciplina concluiu que a conduta do militar foi incompatível com os princípios exigidos pela carreira policial.
De acordo com a decisão, o então soldado teria infringido o pundonor militar, o decoro da classe e a função social do policial militar, fundamentos que embasaram sua exclusão definitiva da corporação.
O caso remonta a fevereiro de 2022. Na ocasião, Lucas foi preso após ser apontado como suspeito de furtar um trator esteira de uma propriedade rural. Segundo consta, ele alegou aos investigadores que havia comprado o equipamento por R$ 180 mil. O dono da máquina, porém, negou qualquer negociação e afirmou que o trator foi retirado da fazenda sem sua autorização.
A situação gerou repercussão dentro e fora da corporação e resultou na abertura de um procedimento administrativo paralelo à investigação criminal. Após anos de tramitação, o Conselho de Disciplina concluiu pela incompatibilidade da permanência do militar nos quadros da PM.
Na mesma publicação, a corporação também oficializou a exclusão do soldado Cleiton Ferreira da Silva. Segundo a Polícia Militar, ele também respondeu a processo disciplinar e acabou desligado por irregularidades consideradas graves durante o exercício da função.
Com a decisão, os dois ex-militares perdem o vínculo com a corporação. A Polícia Militar determinou ainda o recolhimento das fardas, documentos funcionais, equipamentos e demais materiais públicos que estavam sob posse dos ex-servidores.
Segundo consta, as decisões são de caráter administrativo e não substituem eventuais responsabilidades que ainda possam ser apuradas na esfera judicial.
Para a cúpula da corporação, a medida reforça o compromisso da instituição com a disciplina, a hierarquia e a preservação da credibilidade da Polícia Militar perante a sociedade.



























