Alunos do primeiro semestre do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) continuarão com aulas remotas por tempo indeterminado, até que a instituição considere o ambiente seguro para estudantes e servidores. Inicialmente, a medida seria válida apenas entre os dias 14 e 18 de maio. No entanto, após nova análise, a UFMT decidiu manter as atividades à distância.
A decisão foi tomada após dois episódios envolvendo alunos da universidade. Entre eles, a denúncia de uma lista que classificava estudantes como “estupráveis” e ameaças contra estudantes, o que aumentou a preocupação com a segurança no campus.
A Polícia Civil informou que abriu investigação sobre o caso. Segundo a corporação, a documentação encaminhada pela universidade foi recebida no dia 11 de maio e o procedimento já foi instaurado. A polícia também explicou que a investigação sobre as ameaças feitas a estudantes de Engenharia é conduzida por outra unidade e depende de representação formal das vítimas.
De acordo com denúncias feitas por alunos, o homem teria ameaçado colegas envolvidos nas acusações sobre uma lista que classificava alunas como “estupráveis” que citava o envolvimento do filho dele.
O caso ganhou repercussão na semana passada, após a suposta lista começar a circular entre estudantes do campus. A situação levou ao afastamento de um aluno do curso de direito.
Já a defesa do estudante de engenharia civil citado nas acusações informou que o jovem apresentou um atestado médico e se afastou das atividades na universidade, cumprindo as tarefas à distância por tempo indeterminado.
A UFMT informou ainda que foram instauradas comissões de inquérito disciplinar na Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET) e na Faculdade de Direito para apurar os fatos relacionados ao caso. Além disso, segundo a UFMT, foi solicitado reforço na segurança junto à Polícia Militar e ao serviço de segurança interna da instituição.



























