CUIABÁ (MT) — Em meio ao burburinho político que já começa a rondar 2026, um vídeo do pastor Cleosmar Berto caiu como um freio de mão puxado dentro do meio evangélico. Sem rodeio, ele deixou claro o que muita gente finge não ver: igreja não é palanque.
No vídeo, o pastor questiona uma suposta movimentação envolvendo apoio político dentro da convenção, citando inclusive o nome do deputado estadual Sebastião Rezende. Mas faz questão de colocar um ponto final na história: segundo ele, isso não foi discutido oficialmente. Ou seja, tem coisa sendo empurrada sem combinar com todo mundo.
E aí vem a parte que pegou forte.
Cleosmar lembra, com todas as letras, que líder religioso não pode indicar candidato dentro da igreja. Segundo ele, isso pode virar problema sério e até crime. “A gente ora, pede direção a Deus, mas voto é decisão pessoal”, resumiu.
O recado não foi só técnico, foi político também.
Segundo o pastor, quando um líder se posiciona abertamente, ele arrasta junto quem confia nele. E isso, num ambiente já dividido, vira combustível pra racha interno. Em vez de fé, vira disputa.
Ele ainda reforçou a decisão do presidente da igreja, pastor Silas Paulo, que lá atrás já tinha proibido esse tipo de comportamento. Na visão dele, foi uma atitude pra evitar guerra dentro da própria casa.
No fim das contas, o vídeo escancara uma realidade que muita gente tenta maquiar: tem política batendo na porta das igrejas, mas nem todo mundo está disposto a abrir.
E pelo tom do recado, se depender de Cleosmar, a porta vai continuar fechada.
Um post compartilhado por Marreta Urgente (@marretaurgenteroo)



























