RONDONÓPOLIS (MT) — Na teoria, universidade é espaço de inclusão. Na prática, uma estudante acabou do lado de fora. Uma aluna de Letras da UNEMAT afirma que foi barrada dentro da própria sala por estar com a filha pequena no colo.
Segundo o relato, a estudante está no 6º semestre, cursa sua segunda graduação e sempre levou a criança consigo desde os 3 meses de vida. Hoje, com 1 ano e 3 meses, nunca tinha enfrentado resistência. Pelo contrário, segundo ela, o ambiente sempre foi de acolhimento.
Mas bastou mudar o professor para mudar o tratamento.
Segundo consta, durante a aula de Literatura e Ensino, o docente questionou a presença da criança, alegando que poderia atrapalhar a turma. Resultado: a estudante saiu da sala e ficou do lado de fora, assistindo o direito de estudar escorrer pelo corredor.
“Quero entender quais são as regras. Estou sendo impedida de assistir à aula”, desabafa.
O caso expõe um choque direto entre norma e realidade. De um lado, a formalidade fria. Do outro, a vida como ela é: mãe, estudante e sem opção.
A pergunta que fica no ar é simples: a universidade quer formar gente ou selecionar quem pode estar ali?
A aluna agora cobra um posicionamento da Universidade do Estado de Mato Grosso e pede clareza nas regras. Não sobre privilégio, mas sobre o básico.
“Só quero ter o direito de estudar e conciliar minha realidade como mãe”, afirmou.



























