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    Política: a “caneta emagrecedora” de empresários que entraram ricos e saíram no prejuízo em Rondonópolis

    Tem gente que entrou na política achando que ia ganhar poder… e acabou perdendo patrimônio. Em Rondonópolis, a história se repete: para alguns empresários, a política funcionou como uma verdadeira “caneta emagrecedora”. Só que, em vez de perder peso, perderam dinheiro, força e espaço.

    O velho ditado continua atual: quem não sabe das manhas, pede ajuda a quem entende. Ignorar isso na política costuma custar caro. Muito caro.

    Ao longo dos anos, empresários bem-sucedidos resolveram trocar o balcão pelo palanque, acreditando que bastava aplicar a lógica do negócio. Só esqueceram de um detalhe básico: política não segue planilha, segue bastidor, articulação e sobrevivência.

    Um dos exemplos é Edmilson Paulista. Dono do Lojão do Queima, que já foi gigante no comércio local, entrou na disputa pela Prefeitura em 1996, tentou vaga de deputado em 1998 e exerceu mandato como vereador. Teve visibilidade, mas não consolidou carreira política. Com o tempo, o império comercial também perdeu fôlego.

    Abel Vilela trilhou caminho parecido. Ex-vereador, ex-presidente da Câmara e com atuação no setor de combustíveis e lotéricas, viveu fase de protagonismo. Depois, a presença política diminuiu e os negócios acompanharam a queda.

    Pedro da Draga, conhecido no ramo de materiais de construção e com vários mandatos como vereador, também viu sua influência minguar. A política esfriou e o ritmo empresarial seguiu o mesmo caminho.

    Humberto Queiroz, ligado ao setor educacional, tentou entrar no jogo político, não deslanchou e posteriormente enfrentou dificuldades nos próprios empreendimentos.

    O roteiro é praticamente o mesmo em todos os casos. Entraram com estrutura, dinheiro e nome forte. A política foi lá e “aplicou a caneta”. Resultado: saíram mais leves… e não foi na balança, foi no bolso.

    Política não é para amador. Não é extensão de empresa, não é reunião de negócio. É jogo duro, de bastidor pesado, onde quem não entende acaba pagando para aprender.

    E aí volta o recado, simples e direto: não sabe das manhas, pede ajuda a quem é profissional. Porque quando resolve aprender sozinho, a política não perdoa… emagrece o patrimônio sem dó.

    Marcelo Marreta é jornalista, editor e fundador do portal Marreta Urgente. Atua na cobertura de política, segurança pública e bastidores do poder, com uma linha editorial independente, direta e sem concessões. Participa de programas em rádios e atrações de alcance nacional, como o Bradock Show, levando análises críticas e posicionamentos firmes além do cenário local. Conservador de direita, defende a transparência, a liberdade de expressão e o direito à informação como princípios inegociáveis do jornalismo.

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