CUIABÁ (MT) — Pedro Taques ficou sozinho no partido… mas, pelo visto, não ficou parado. Mesmo com o PSB praticamente esvaziado na Assembleia Legislativa, o ex-governador resolveu tocar o projeto ao Senado no modo “eu, eu mesmo e eu”.
A debandada foi geral. Max Russi, Beto Dois a Um e Fábio Tardin pularam para o Podemos. Dr. Eugênio seguiu para o Republicanos. Resultado? O PSB virou um partido sem bancada na ALMT.
Mas Taques não se abalou. Pelo contrário. Segundo ele, não dá pra perder apoio que nunca existiu.
Na prática, a leitura é simples. Os deputados já estavam alinhados com o governo Mauro Mendes e, segundo o próprio Taques, nunca compraram a ideia do partido. Ou seja, cada um já jogava seu jogo faz tempo.
Agora, com o campo limpo, ele aposta no voto direto, olho no olho e na memória política. E lembra 2010, quando apareceu como surpresa e saiu com mais de 700 mil votos, deixando nomes grandes para trás.
E não faltou frase de efeito. Disse que quem acha que ele vai recuar pode “amarrar o burro na sombra”. Traduzindo no estilo marreta: não sai da pista.
Nos bastidores, ainda tenta montar alguma composição na centro-esquerda. E até elogiou o senador Carlos Fávaro, mas deixou claro que, até agora, conversa mesmo… nada.
Enquanto isso, o projeto segue. Sem bancada, sem turma, sem escudo político.
Mas com uma certeza: Taques decidiu jogar sozinho.
E quando o cara decide jogar sozinho, ou vira zebra… ou vira história.



























