MATO GROSSO — A movimentação do vice-governador Otaviano Pivetta em Brasília virou mais barulho do que resultado. Foi, conversou, tentou aproximação… mas saiu com a porta entreaberta e o recado já escrito.
O PL não mudou uma vírgula.
Mesmo após o encontro com Valdemar Costa Neto, o partido tratou de deixar tudo às claras no dia seguinte. Direto de Brasília, a cúpula nacional reafirmou apoio total ao senador Wellington Fagundes. Sem rodeio, sem espaço para interpretação.
Segundo consta, a publicação nas redes sociais do próprio Valdemar reforçou o alinhamento e a confiança no projeto de Wellington. Na prática, carimbou o nome dele como candidato do PL ao Governo de Mato Grosso.
Enquanto isso, Pivetta já começa a ajustar o discurso. Admitiu que pode disputar fora da aliança liberal e reconheceu que o partido já tem dono para 2026.
Ou seja, tentou colar… mas não grudou.
Do outro lado, Wellington joga com o vento a favor. Lidera pesquisas, tem apoio declarado de Flávio Bolsonaro e já recebeu o sinal verde de Jair Bolsonaro para tocar o projeto no estado.
O encontro com Bolsonaro, inclusive, foi tratado nos bastidores como chancela política. Não é só visita. É alinhamento.
E tem mais movimento vindo aí. Wellington já articula agenda com Flávio Bolsonaro em Mato Grosso e quer transformar a visita em vitrine, com direito a roteiro passando pela Ferrovia de Integração Centro-Oeste, a Fico, uma das obras mais simbólicas do governo Bolsonaro.
No tabuleiro, o desenho começa a ficar claro.
De um lado, Wellington com partido, base nacional e discurso alinhado.
Do outro, adversários ainda procurando espaço e tentando montar palanque.
Na política, tem coisa que é igual fila de banco. Quando alguém já está no caixa, não adianta tentar furar.



























