RONDONÓPOLIS (MT) — A crise política criada pelo vice-prefeito Altemar Lopes dentro da própria gestão municipal virou alvo de críticas duras do apresentador Agnelo Corbelino, durante entrevista ao programa 105 Notícias, apresentado por Zezé Pereira.
Sem rodeios, Agnelo começou dizendo que reconhece qualidades pessoais em Altemar, mas afirmou que na política o vice tem demonstrado falta de experiência, habilidade e leitura da própria função dentro da prefeitura.
Segundo ele, o primeiro erro grave foi levar desabafos da gestão para grupos de WhatsApp, expondo conflitos internos diante de pessoas que sequer fazem parte da administração municipal.
Para o apresentador, esse tipo de atitude apenas amplia o desgaste político e diminui a própria autoridade institucional do vice-prefeito.
Agnelo também criticou a nota divulgada por Altemar depois da entrevista do prefeito Cláudio Ferreira ao Marreta Urgente, quando o prefeito afirmou que nomearia o vice para comandar a Secretaria de Saúde caso ele estivesse disposto a assumir a responsabilidade da pasta.
Na avaliação do apresentador, a resposta do vice foi ainda pior que o desabafo inicial. Ao condicionar a aceitação do cargo a poder total para mexer em contratos, demitir e contratar sem interferência, Altemar acabou passando a imagem de que queria comandar a secretaria sem responder ao prefeito.
Para Agnelo, a regra básica da política é simples: secretário responde ao prefeito, que foi eleito pela população para comandar a cidade.
Ele também saiu em defesa da postura de Cláudio Ferreira, afirmando que o prefeito apenas colocou as coisas no devido lugar ao lembrar que quem quer mandar sozinho precisa disputar eleição e ganhar nas urnas.
Na visão do apresentador, a condução do episódio mostrou que faltou ao vice-prefeito o mínimo de diplomacia política e entendimento do cargo que ocupa hoje.
Agnelo ainda alertou que situações como essa podem levar a cidade a repetir conflitos vistos em gestões anteriores, quando brigas internas entre prefeito e vice acabaram desgastando a administração e criando crises políticas desnecessárias.



























