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    Contador alvo de operação por fraude fiscal apoiava esquema que causou prejuízo de R$ 45 milhões aos cofres de MT

    O contador, Marcelo Rodrigues de Arruda, é apontado pela Polícia Civil como o principal articulador do esquema de empresas fantasmas voltado à sonegação fiscal em Mato Grosso. Ele foi alvo da Operação CNPJ na Cela, nessa nesta terça-feira (3), e era investigado na Operação Hortifraude, que apurava um esquema no setor de hortifruti que causou um prejuízo de R$ 45 milhões aos cofres públicos.

    À TV Centro América, o contador negou as acusações citadas pela polícia, incluindo a abertura de empresas fantasmas.

    Segundo as investigações, o profissional, que não teve a identidade divulgada, usava o próprio registro para estruturar e validar fraudes fiscais, criando empresas de fachada e emitindo notas fiscais sem lastro. Pela gravidade dos fatos e da reincidência no uso da profissão para encobrir crimes, a Justiça determinou a suspensão do exercício profissional do contador.

    As investigações são conduzidas pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz), no âmbito do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT).

    Deflagrada em setembro de 2025, a Operação Hortifraude cumpriu 148 medidas judiciais em Cuiabá e Várzea Grande, e no estado de São Paulo, com o apoio da Polícia Civil paulista.

    CNP na Cela
    Já a Operação CNPJ na Cela foi cumprida nos municípios de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, e Várzea Grande, na região metropolitana da capital.

    No esquema investigado na operação CNP na Cela, o contador não se limitava à prestação de serviços burocráticos. De acordo com a polícia, ele teria usado a função para dar aparência de legalidade a negócios inexistentes, operando cadastros, validando informações falsas e mantendo empresas de fachada que emitiam notas fiscais sem lastro. As investigações iniciais identificaram mais de R$ 190 mil em prejuízo, porém com o avanço das investigações é possível que os valores cheguem a cifras milionárias, aponta a polícia.

    Ao todo, foram cumpridos 50 mandados judiciais, sendo nove de busca e apreensão pessoal e domiciliar e 21 de suspensão do exercício de atividades econômicas ou financeiras de empresas investigadas, além da quebra de sigilo de dados telemáticos, a suspensão do registro profissional de um contador e a interrupção das atividades das empresas envolvidas.

    O esquema também incluía a simulação de atividade rural e o uso de dados pessoais de terceiros para abertura das empresas, em muitos casos de pessoas em situação de vulnerabilidade social ou com ligação com o sistema prisional. Em um dos casos, a empresa tinha como endereço oficial o local de uma penitenciária, conforme as apurações.

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