CUIABÁ (MT) — Nos bastidores da política, discurso público e conversa reservada quase nunca caminham de mãos dadas. E é exatamente nesse terreno que o Partido Novo em Mato Grosso começa a chamar atenção.
O advogado Rafael Alvarez Paulino Iacovacci, atual presidente estadual da sigla, assumiu o comando durante a passagem por Mato Grosso do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, hoje nome definido como candidato à Presidência da República pelo partido.
No discurso oficial, tudo segue o roteiro. Em conversa com a reportagem do Marreta Urgente, Iacovacci afirmou que o Novo terá projeto próprio tanto para o Governo do Estado quanto para o Senado. Segundo ele, esse desenho será apresentado na primeira semana de fevereiro, quando o presidente nacional do partido deve vir a Cuiabá para o ato formal de filiação e fortalecimento da legenda no estado.
Mas política não vive só de ata, discurso e coletiva. Vive de sinal, silêncio e bastidor. E é justamente aí que a história ganha outro contorno.
Conversas reservadas dão conta de que, mesmo com candidatura nacional fechada em torno de Zema, não está descartada uma composição local com o PL. O nome em questão é o do senador Wellington Fagundes, pré-candidato ao Governo de Mato Grosso.
Oficialmente, ninguém confirma. Extraoficialmente, ninguém nega. E isso diz muito.
A máxima continua valendo. Em política, conversa é conversa. O resto também é conversa. Projeto próprio hoje não impede aliança amanhã, principalmente quando o cenário estadual aperta, o tempo encurta e o pragmatismo fala mais alto que a cartilha partidária.
O Novo tenta manter a imagem de independência e coerência ideológica, mas sabe que Mato Grosso é terreno duro para aventuras solo. Se vai bancar candidatura até o fim ou se vai embarcar num projeto maior, isso o tempo revela. Até lá, o discurso é um. O bastidor, como sempre, é outro.



























