RONDONÓPOLIS (MT) – Quando três partidos batem à mesma porta ao mesmo tempo, não é visita de cortesia. É disputa. O nome da primeira-dama e secretária municipal de Promoção e Assistência Social, Alessandra Ferreira, virou peça quente no tabuleiro de 2026. E quente a ponto de Podemos, Republicanos e Novo entrarem em campo ao mesmo tempo, cada um prometendo espaço, comando e projeto.
No Podemos, a conversa já saiu do “vamos ver” faz tempo. A filiação viria com pacote completo: presidência municipal da sigla no ato e candidatura a deputada estadual desenhada sem rodeio. A articulação tem assinatura de peso, com Luciano Rodrigues, Max Russi puxando os fios.
O partido já tem base montada, dois vereadores em atividade e o vice-prefeito Altemar Lopes, que mira Brasília em 2026. Alessandra entraria como protagonista.
Mas política não é fila indiana. Republicanos também sondaram, observam e calculam. Sabem que o capital político da primeira-dama não é só institucional, é simbólico e eleitoral. O partido ainda não botou a proposta na mesa com a mesma força, mas mantém o radar ligado.
E aí entra outro fator; o Novo. A legenda virou ponto de atração da direita nos últimos meses, ganhou fôlego com a chegada do deputado Elizeu Nascimento e reforçou o discurso nacional ao receber o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pré-candidato à Presidência em MT.
Com pouco mais de 120 dias até o fim do prazo de filiações, Alessandra avalia mais do que sigla. Avalia tamanho do palanque, comando interno e chance real de vitória. Que obviamente passa por estratégias.
Três partidos disputam um nome só. E quando isso acontece, não é por caridade política. É porque o ativo vale a briga. Até a caneta assinar a ficha, o jogo segue aberto. Depois disso, alguém comemora. E alguém engole seco.



























