O ex-presidente Jair Bolsonaro completou nesta quarta-feira (12) 100 dias em prisão domiciliar. Ele vive agora a expectativa de ser transferido para um presídio, onde deverá cumprir pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, após descumprir medidas cautelares. Na próxima semana, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve abrir um novo prazo para que a defesa apresente uma segunda leva de recursos. A tendência, segundo aliados, é de nova derrota.
Se houver rejeição unânime dos novos questionamentos, a expectativa é de que até dezembro o processo seja encerrado com o chamado “trânsito em julgado”, momento em que a pena começa a ser executada. Com o projeto de anistia travado no Congresso, aliados já buscam outras estratégias jurídicas.
Diante da possível transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda, o governo do Distrito Federal manifestou preocupação com a saúde do ex-presidente. Bolsonaro enfrenta problemas como soluços, vômitos e mal-estar. Um pedido de avaliação médica foi enviado, mas ignorado por Moraes. A vice-governadora do DF, Celina Leão, voltou a defender que Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar.
“Ele tem mais de 70 anos, uma saúde frágil, com várias cirurgias e uma dieta totalmente restrita. As condições físicas são inadequadas para receber um ex-presidente”, afirma Celina Leão.
Paralelamente, a senadora Damares Alves solicitou autorização para visitar a penitenciária, que abriga alas federais e estaduais com diferentes níveis de segurança e já recebeu outros políticos condenados. Em 2016, uma investigação revelou que o ex-senador Luiz Estevão contratou uma arquiteta para reformar o bloco onde cumpria pena na Papuda.
“A prisão pode comover a população, assim como ocorreu após a facada em 2018, e isso pode fortalecer ainda mais o presidente Bolsonaro”, diz.



























