RONDONÓPOLIS (MT) – A eleição do SISPMUR, marcada para o dia 12 de novembro, parece um simples processo sindical, mas é muito mais do que isso. O que está em jogo é poder, influência e o futuro político de quem transformou o funcionalismo público em trampolim eleitoral.
Nos bastidores, o pleito virou uma guerra silenciosa; e às vezes nem tão silenciosa assim entre dois personagens com histórias bem conhecidas em Rondonópolis: Geanne Lina Teles, a gestora do Serv Saúde que quer voar mais alto, e Reginaldo dos Santos, ex-vereador, servidor municipal e primo do prefeito Cláudio Ferreira, que tenta ressurgir das cinzas da política local.
Ninguém duvida de que Geanne Lina Teles aprendeu rápido a arte da articulação. Foi presidente do sindicato, assumiu cargo de direção no Serv Saúde e se tornou uma presença constante nas negociações e bastidores da Prefeitura.
Hoje, seu nome é mencionado em rodas políticas como futura candidata a deputada estadual e, segundo aliados, essa eleição do SISPMUR é apenas mais um degrau rumo à Assembleia Legislativa.
A chapa liderada pelo professor Reuber, seu aliado direto, representa o braço político dessa estratégia. Nos grupos de servidores, há quem diga que o sindicato virou laboratório eleitoral, e que cada reunião é um ensaio para 2026.
Geanne não esconde sua ambição: quer ampliar o espaço, consolidar o controle e transformar influência sindical em capital político.
Do outro lado, Reginaldo dos Santos; servidor de carreira, ex-vereador por vários mandatos, e uma figura que mistura passado sindical, experiência política.
É primo do prefeito Cláudio Ferreira e um dos idealizadores de estruturas hoje consolidadas no serviço público, como o IMPRO e o próprio Serv Saúde. Foi através de projetos dele, aliás, que o aposentado municipal deixou de contribuir com o IMPRO, medida que até hoje lhe rende reconhecimento entre parte da categoria.
Mas a biografia tem rachaduras: quando assumiu a liderança do governo Zé do Pátio na Câmara, parte das pautas dos servidores estacionaram, e o desgaste foi inevitável. Saiu das urnas sem mandato e agora, tenta uma reabilitação política ao lado do professor César Ney, que encabeça a chapa rival.
Nos corredores, Reginaldo vê essa disputa como a chance de voltar a ter microfone e influência.
Em Rondonópolis, quem tem o sindicato na mão tem também a porta de entrada para o jogo político municipal. O clima é de guerra fria. Reuniões em horários de almoço, ligações, mensagens cifradas e promessas que soam como campanha eleitoral.
Cada voto vale mais que um cargo comissionado. A disputa extrapolou os muros do sindicato e invadiu escolas, secretarias e unidades de saúde.
O que se vê é um teste de força política, em meio a eleição sindical
A vitória de Geanne seria o carimbo da hegemonia transformando o SISPMUR em vitrine para sua futura candidatura.
Já a vitória de Reginaldo representaria o retorno do velho sindicalismo político, que conhece os atalhos e os bastidores do poder.
O que está por trás da eleição
Por trás dos discursos de “valorização do servidor” e “renovação sindical”, o que se desenha é uma disputa por controle e influência. De um lado, a força emergente de Geanne, que busca ampliar sua presença no cenário político estadual.
De outro, Reginaldo, tentando provar que ainda tem fôlego e articulação para voltar ao jogo.
Recado do Marreta
“e para aquele que provar que estou mentindo eu tiro meu chapéu” frase imortalizada na música “Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás”, de Raul Seixas.



























