Por Marcelo Marreta
Conservadorismo de verdade não é foto em camiseta, nem hino de guerra em comício. É instituição, tradição, prudência e ordem. É fortalecer família, sociedade civil e lei. Quando a direita personifica seu projeto em torno de um nome, cai na mesma armadilha da esquerda; paixão irracional e cegueira política.
Os conservadores clássicos avisaram!
Edmund Burke, lá no século XVIII, já alertava: confiar em salvadores abre caminho para o despotismo.
Russell Kirk dizia que conservadorismo se sustenta em princípios perenes, não em políticos de ocasião.
Michael Oakeshott não engolia messianismo: política deve ser modesta, guiada pela experiência, não por carismas.
Roger Scruton foi mais direto, confiar em homens fortes mina a ordem que conservadores querem preservar.
Ou seja, se você se diz conservador, mas vive em culto de personalidade, está jogando contra seu próprio time.
E a esquerda?
A esquerda sempre usou esse modelo; Lenin, Fidel, Chávez, Lula. O “guia do povo” como símbolo máximo. Mas isso nunca foi a tradição conservadora. O conservadorismo nasceu justamente para desconfiar de utopias e de líderes messiânicos.
Nós conservadores reconhecemos os méritos daqueles que lutam pela liberdade e pelo avanço do país. Estamos, inclusive, dispostos a dividir as trincheiras com essas personalidades em toda e qualquer batalha, mas a partir do momento que esse alguém comete crimes ou irregularidades, então seremos os primeiros a pedir sua responsabilização.
O recado do Marreta
Idolatrar líder é trocar princípio por conveniência. É atalho perigoso que termina em frustração, traição ou abandono.
Quer ser conservador de verdade? Então lembre-se: nenhum homem é maior que a lei, a tradição e as instituições.




























