Pontes e Lacerda (MT) – O ex-policial militar Edvan de Souza Santos, preso desde 2022, acumula condenações pesadas por homicídio e responde a pelo menos outros seis processos. Na última semana, ele foi condenado a 22 anos e nove meses de prisão pelo Tribunal do Júri de Pontes e Lacerda. Mas seu nome está marcado de forma permanente em um dos crimes mais brutais e enigmáticos da história recente de Rondonópolis: o assassinato da diretora do Sanear, Terezinha Silva de Souza, morta a tiros em janeiro de 2021.
Na manhã de 15 de janeiro de 2021, Terezinha seguia em uma caminhonete da autarquia, acompanhada de um motorista, quando foi surpreendida por dois homens em uma motocicleta. A diretora foi alvejada com diversos disparos e morreu na hora. O ataque, calculado e covarde, chocou a cidade.
Dias depois, uma motocicleta Honda CB 300 foi encontrada abandonada em Pedra Preta, com sinais de adulteração. Foi a pista que levou a Polícia Civil até Edvan, então lotado no Grupo Especial de Fronteira (Gefron). Imagens de câmeras de segurança mostraram a moto circulando entre Pontes e Lacerda e Rondonópolis, e um detalhe chamou atenção: no dia anterior ao crime, o piloto usava uniforme de um clube de tiro.
Apesar das evidências, até hoje pairam dúvidas sobre quem mandou matar Terezinha e quais interesses estavam por trás da execução. O crime, envolto em mistério e silêncio, ainda levanta questionamentos entre autoridades e a população.
Justiça condena, mas o enredo não fecha
A Justiça de Mato Grosso já condenou Edvan a 25 anos e seis meses de prisão pelo assassinato da diretora. Ele também perdeu o cargo público. No entanto, a execução de Terezinha continua cercada de pontos obscuros, alimentando a sensação de que o caso não foi totalmente esclarecido.
Edvan foi peça central da Operação Letífero, deflagrada em 2022, que mirou um grupo de extermínio atuando na fronteira com a Bolívia. O ex-policial, que já foi do Batalhão Ambiental de Rondonópolis, é apontado como envolvido em pelo menos cinco homicídios em Pontes e Lacerda e já acumula três condenações no Tribunal do Júri.
Mesmo preso, seu nome continua voltando às manchetes a cada novo julgamento. O próximo será em 25 de setembro, quando ele volta ao banco dos réus.
























