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    TOP 10 do agro brasileiro tem DNA mato-grossense

    MATO GROSSO – O gigante do agro segue imbatível. Dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM/IBGE) de 2024 revelam que seis dos dez municípios com maior valor de produção agrícola do Brasil estão em Mato Grosso.

    No topo da lista, Sorriso reina absoluto pelo sexto ano consecutivo, com R$ 7,2 bilhões, representando sozinho 0,9% de toda a produção nacional. Na terceira posição aparece Sapezal, com R$ 5,9 bilhões. Também figuram no ranking: Campo Novo do Parecis, Nova Ubiratã, Diamantino e Nova Mutum.

    Juntos, os dez municípios mais produtivos do país – distribuídos entre Mato Grosso, Bahia e Goiás – somaram impressionantes R$ 52,4 bilhões, o que equivale a 6,7% da produção agrícola nacional.

    🥇 Posição🌆 Município🌍 Estado💰 Valor de Produção (R$ bi)🌱 Cultura Principal
    SorrisoMT7,2Soja
    São DesidérioBA6,6Soja
    SapezalMT5,9Algodão
    Campo Novo do ParecisMT5,2Algodão
    CristalinaGO5,1Soja
    Rio VerdeGO4,9Soja
    Formosa do Rio PretoBA4,9Soja
    Nova UbiratãMT4,6Soja
    DiamantinoMT4,0Soja
    10ºNova MutumMT4,0Soja

    Soja e algodão puxam a fila

    A soja segue como carro-chefe em oito dos dez municípios líderes, enquanto Sapezal e Campo Novo do Parecis se destacam pelo algodão. Ainda assim, a pesquisa do IBGE alerta que a safra de 2024 sofreu impacto da queda nos preços das commodities e dos efeitos da seca.

    Safra recorde nacional

    Apesar dos desafios, o Brasil colheu uma safra recorde em 2024/25: foram 350,2 milhões de toneladas, alta de 16,3% sobre 2023/24, segundo a Conab. O avanço foi sustentado pela expansão de 1,9 milhão de hectares e pelas condições climáticas favoráveis, sobretudo no Centro-Oeste, com destaque novamente para Mato Grosso.

    Produção de leite surpreende em Vera

    Nem só de grãos vive a força mato-grossense. No município de Vera, a fazenda Santa Helena, localizada no assentamento Jonas Pinheiro, chamou atenção após implantar melhorias genéticas no rebanho. O resultado foi explosivo: a produção saltou para mais de cinco vezes a média estadual, que é de 4,6 litros por vaca/dia.

    Antes, cada animal produzia entre 15 e 20 litros por dia. Agora, sete novilhas de primeira cria alcançam juntas impressionantes 178 litros diários – um salto que coloca a propriedade como referência em produtividade leiteira.

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