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    Investigado por envolvimento com facção que lavou mais de R$ 65 milhões é preso durante operação em Cuiabá

    A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu um suspeito em Cuiabá e cumpriu 15 ordens judiciais, na manhã desta quarta-feira (10), durante a Operação Tempo Extra, que tem como alvo uma organização criminosa investigada por movimentar mais de R$ 65 milhões com atividades ilícitas no estado. A ação é um desdobramento da Operação Apito Final, deflagrada em abril do ano passado.

    Na casa do investigado foram encontradas diversas jóias, artigos de luxo e acessórios e roupas de grifes.

    A operação foi cumprida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com foco nos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias.

    Ao todo, foram cumpridos:

    • um mandado de prisão preventiva,
    • dez mandados de busca e apreensão,
    • três ordens de sequestro de veículos,
    • uma suspensão de atividade econômica,
    • além de bloqueios judiciais no valor de R$ 1 milhão em contas bancárias.

    Segundo a polícia, o investigado preso é apontado como um dos articuladores da continuidade das operações da facção criminosa em Cuiabá. A investigação apontou que ele era responsável por organizar e coordenar a distribuição de drogas e cadastrar colaboradores do grupo, para otimizar lucros e reduzir perdas da organização.

    A apuração ainda indica que ele teria papel estratégico na reestruturação financeira da facção após os impactos da Operação Apito Final. Entre as funções dele estariam o suporte logístico à fuga de criminosos e a continuidade da lavagem de dinheiro, inclusive por meio de empresas de fachada e aquisição de veículos de alto valor.

    Tempo Extra

    A Operação Tempo Extra é considerada uma extensão direta da Apito Final, reforçando a tese de que os mesmos integrantes seguem praticando crimes. O objetivo da nova ação é “asfixiar financeiramente o grupo”, impedindo a reestruturação e retomada do controle do grupo sobre áreas estratégicas para o tráfico e a lavagem de capitais, conforme as investigações.

    A operação faz parte da estratégia da Polícia Civil dentro do programa Inter Partes, vinculado à política de Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso, e conta com apoio da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim).

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