RONDONÓPOLIS (MT) – Não é descuido isolado, é rotina criminosa. O bairro Edelmina Querubim, porta de entrada do anel viário, ao lado da CMEI Engenheiro Nafez Antônio Daud, está virando depósito clandestino de lixo, e a cada semana surgem novos flagrantes.
Na noite de 16 de agosto de 2025, câmeras flagraram um veículo despejando entulho no local. Duas semanas depois, em 1º de setembro, por volta das 8h30 da manhã, uma moto com dois ocupantes descarregou restos de poda de árvores na mesma área, em plena luz do dia, como se nada pudesse acontecer.
A reincidência mostra um problema ainda mais grave: a omissão das autoridades de fiscalização, entre elas a SEMMA e a PM Ambiental que parecem fechar os olhos para um crime ambiental que degrada a cidade e ameaça a saúde pública. Enquanto os órgãos não atuam de forma concreta, o lixão cresce, o desrespeito aumenta e a população assiste à transformação de um espaço urbano em cenário de abandono.
Crime ambiental escancarado
Segundo a Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998, arts. 54 e 56) e o Código Ambiental de Rondonópolis (Lei Complementar nº 012/2002), o descarte irregular é infração gravíssima, com multas que podem ultrapassar R$ 10 mil, além de responsabilização criminal.
As imagens foram encaminhadas ao Ministério Público e à Polícia Civil. Mas, enquanto o processo não anda, o bairro sofre com a insegurança ambiental e o sentimento de que em Rondonópolis, muitas vezes, o crime compensa.
O retrato da impunidade
É vergonhoso que em pleno 2025, Rondonópolis conviva com práticas medievais de descarte de lixo, sem punição exemplar. A cada flagrante, fica clara a mensagem: quem polui o espaço público, suja a cidade e desrespeita a lei não teme fiscalização, porque ela simplesmente não aparece.



























