O corretor de imóveis, Vinicius Santana (PL) nome identificado com os movimentos de direita em Rondonópolis, tem se apresentado como a “nova cara da direita” em Mato Grosso. Tendo obtido bom desempenho nas urnas para vereança em 2024. E tenta articular sua pré-candidatura a deputado federal. Nos últimos dias foi recebido em Brasília por ninguém menos que Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
A foto com Valdemar virou troféu: Vinicius saiu radiante, como se tivesse feito grande coisa por estar ao lado de um dos caciques mais conhecidos e condenados da política brasileira.

Vinicius se apresenta como ativista conservador, combatente contra o autoritarismo e defensor dos valores da direita. Mas, na prática, sua ascensão já vem acompanhada do selo da velha política.
É legítimo questionar se a direita precisa se renovar, qual o sentido de correr para os braços de Valdemar Costa Neto? O velho político conhecido nos palácios de Brasília, marcado pelo Mensalão, que sempre fez alianças com a esquerda e articulações totalmente contrárias a “nova política”.
Alguém dirá, esse gesto vai abrir portas no PL, e gera dúvidas: qual o preço que Vinicius está disposto a pagar, seria de arranhar e acabar com sua narrativa de novidade para posar ao lado de quem simboliza tudo que ele diz combater?
Ao se exibir feliz por estar ao lado de Valdemar, Vinicius manda um recado ambíguo: diz que é o novo, mas se comporta como mais um dos velhos.
Recado do Marreta
Vinicius Santana tem talento, juventude e espaço para crescer. Mas é preciso cuidado: sair contente ao lado de Valdemar pode ser mais marketing que mérito, mais conveniência que coragem.
Se a direita quer se renovar, precisa menos sorrisos com caciques e mais coragem para enfrentá-los. E que não venha ficar chateado com a crítica; afinal, ele próprio se apresenta como defensor da liberdade de expressão “com unhas e dentes”. Liberdade vale também para apontar contradições e cobrar coerência enquanto é tempo.



























