Rondonópolis (MT) — Em um cenário de crise financeira, a folha anual de pagamento da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (CODER) cresceu consideravelmente nos últimos oito anos. Entre 2017 e 2024, os gastos totais com salários saltaram de R$ 19,96 milhões para R$ 39,89 milhões, um aumento acumulado de 123% no período.

Os dados, que consideram os valores totais pagos ano a ano, incluindo salários mensais e décimo terceiro, mostram que a maior alta proporcional aconteceu entre os anos de 2021 e 2022, com uma elevação superior a 42% de um ano para outro.
De acordo com especialistas em gestão pública, os números chamam atenção principalmente a partir de 2022, quando a folha saltou em mais de R$ 9 milhões em relação ao ano anterior. Para efeito de comparação, o aumento em reais entre 2017 e 2024 foi de R$ 19.935.241,29, praticamente dobrando a despesa com pessoal em apenas oito anos.
Em 2018, foi registrada a única queda no período, quando os gastos recuaram para pouco mais de R$ 17,8 milhões. A partir daí, os custos voltaram a subir ano após ano.
Percentual de aumento acumulado no período: +123%
O crescimento médio anual da folha, considerando todo o período, foi de aproximadamente 11% ao ano, mas com picos bem acima da média entre 2021 e 2022 e entre 2023 e 2024.
Especialistas alertam que o crescimento da folha precisa ser acompanhado de políticas claras de reestruturação administrativa e de equilíbrio fiscal para evitar um colapso financeiro ainda maior.
| 🗓️ Ano | 💰 Valor total anual | 📈 Variação (%) |
|---|---|---|
| 2017 | R$ 19.963.968,34 | — |
| 2018 | R$ 17.866.518,86 | 🔻 -10,5% |
| 2019 | R$ 19.057.656,16 | 🔺 +6,7% |
| 2020 | R$ 19.995.442,41 | 🔺 +4,9% |
| 2021 | R$ 21.108.808,81 | 🔺 +5,6% |
| 2022 | R$ 30.065.944,95 | 🔺 +42,5% |
| 2023 | R$ 32.156.545,25 | 🔺 +6,9% |
| 2024 | R$ 39.899.209,63 | 🔺 +24,1% |
Impacto no orçamento
A situação de endividamento da companhia, que acumula mais de R$ 260 milhões em débitos e uma folha cada vez mais pesada, restam menos recursos para investimentos e manutenção de serviços.
Na comparação entre 2017 e 2024, a despesa anual com salários representa mais do que o dobro do valor original, com aumentos especialmente acentuados nos últimos três anos.



























