A cidade de Várzea Grande, localizada na região metropolitana de Cuiabá, enfrenta uma grave crise no abastecimento de água, levando a prefeitura a adotar medidas emergenciais com o objetivo de restabelecer o fornecimento à população. Dentre as iniciativas anunciadas, destacam-se a criação de um Comitê de Crise e a elaboração de um plano emergencial para otimizar a captação, tratamento e distribuição de água no município.
A decisão de formar um Comitê de Crise ocorreu na última sexta-feira (7), reunindo representantes das 21 secretarias municipais. A ação visa unir esforços para mitigar os transtornos causados pela escassez de água, conforme explicou o secretário de Assuntos Estratégicos, Carlos Alberto de Araújo. Ele destacou que o sistema de abastecimento da cidade foi severamente impactado por uma combinação de fatores, incluindo furtos de equipamentos, vandalismo em estruturas e necessidade urgente de manutenção nas estações de tratamento.
Para enfrentar esses desafios, a prefeitura definiu uma série de ações emergenciais, como o reforço na segurança das instalações do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) e a contratação de caminhões-pipa para assegurar o abastecimento alternativo por um período de 90 dias. Além disso, a Secretaria de Obras instalará câmeras de segurança e sensores em pontos estratégicos para prevenir novas invasões e furtos.
A prefeita Flávia Moretti, que liderou uma vistoria técnica nas principais estações de tratamento e captação de água da cidade, reafirmou o compromisso de sua gestão em priorizar a normalização do abastecimento de água. Durante a inspeção, foram identificados problemas estruturais que exigem soluções tanto imediatas quanto de longo prazo.
A transparência e a comunicação com a população também são pilares do plano emergencial. A Secretaria de Comunicação Social está encarregada de divulgar boletins informativos regulares sobre a situação do abastecimento, mantendo a população informada sobre as ações em curso e os prazos previstos para a normalização do serviço.
Enquanto isso, moradores têm recorrido a caminhões-pipa para atender suas necessidades básicas, evidenciando a urgência da situação.



























