RONDONÓPOLIS (MT) — O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma investigação sobre atividades suspeitas no Assentamento Primavera, localizado a 45 km da cidade. O inquérito, conduzido pelo procurador da República Matheus de Andrade Bueno, foca na venda de lotes que teriam sido realizadas sem o conhecimento ou aprovação do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).
O assentamento, criado em 4 de abril de 1997, abrange uma vasta área de 1.154.700 hectares e foi estabelecido para promover a reforma agrária e o desenvolvimento sustentável. No entanto, relatos indicam que houve uma suposta invasão e comercialização ilegal de lotes na área social do assentamento.

A decisão de converter o procedimento em inquérito civil foi publicada no Diário Oficial na quarta-feira, 17, após o MPF receber denúncias de irregularidades. O INCRA, responsável pela administração de terras de domínio coletivo, aparentemente não possui comprovação da legalidade do processo de divisão das terras, nem da proposta de parcelamento submetida pela associação encarregada do fracionamento.
A investigação do MPF visa esclarecer a situação e garantir a integridade do projeto de assentamento, que é crucial para a subsistência de muitas famílias e para a manutenção da ordem social e econômica na região.



























